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Vereadores aprovam 36 bolsas de apoio à alfabetização e rejeitam doação de área para hotel

A Câmara de Vereadores de Itápolis realizou sessão na noite de terça-feira 03/11/2026. A Ordem do Dia teve debates, aprovações de recursos para monitoramento, criação de bolsas de apoio à alfabetização e rejeições.
Itápolis Alfabetiza Em regime de urgência especial, todos os vereadores aprovaram o programa, com até 36 bolsas simultâneas para apoiar a alfabetização na rede municipal de ensino. A Bolsa Alfabetizador prevê R$ 1.500,00 mensais a profissionais com graduação em Pedagogia ou outra licenciatura admitida em regulamento. A Bolsa Alfabetizador em Formação destina R$ 1.200,00 mensais a estudantes matriculados em Pedagogia, conforme regulamento e edital.
Nas duas modalidades, a carga é de 24 horas semanais: 20 para atividades pedagógicas e acompanhamento dos estudantes e quatro para estudos e formação. Os bolsistas poderão auxiliar crianças com dificuldades de aprendizagem, desenvolver atividades de leitura, escrita e alfabetização matemática e colaborar com avaliações e materiais pedagógicos, sob orientação dos profissionais responsáveis. O acesso às bolsas será por processo seletivo, com requisitos, critérios de avaliação, pontuação e prazos definidos em edital.
A proposta busca fortalecer a alfabetização, prioritariamente até o final do 2º ano do Ensino Fundamental, e atender alunos dos demais anos iniciais com defasagens.
Monitoramento com recursos da CIP Também foi aprovada a ampliação do uso das receitas da Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública (CIP). O projeto ajusta a legislação a uma emenda constitucional e permite que a verba financie, além da iluminação das vias, a instalação e a manutenção de sistemas de videomonitoramento em toda a área do município. A matéria não cria tributos e proíbe o uso da verba para pagar salários de agentes de segurança.
Rejeição de projeto sobre terreno para hotel Por unanimidade e após discussões, os vereadores rejeitaram o projeto que pedia autorização para concessão de direito real de uso de uma área de 2.800 metros quadrados, no loteamento Villagio Marconi II, na Avenida Família Massa, para a construção de um hotel. A beneficiária seria a empresa Mércia Vieira Martins Sacilotto, e o valor estimado do imóvel é de pouco mais de R$ 1 milhão.
No Plenário e nas Comissões, os vereadores consideraram que a matéria ofendia princípios constitucionais como a impessoalidade e a moralidade. A beneficiária é mãe de secretário municipal, e o pedido inicial da área foi assinado pelo secretário antes de ele assumir o cargo. Depois que ele iniciou o exercício da função, a mãe passou a figurar como requerente. Também foram consideradas a classificação da requerente como MEI (Microempreendedor Individual) e a falta de licitação prévia para escolher quem receberia o imóvel.
Na fotografia da arte, a área que seria doada para o hotel, no bairro Villagio Marconi, rejeitada pela Câmara.
Requerimentos e próxima sessão O Expediente trouxe ainda requerimentos e indicações dos vereadores ao prefeito. A próxima sessão ordinária será na segunda-feira 09/11/2026, às 18h30.

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